terça-feira, 4 de abril de 2017

Bairro Boa Vista (Boa Vista neighbourhood)

Hoje fui a Barra Mansa levar minha namorada ao trabalho, e como tive tempo livre, aproveitei pra desenhar parte da vista da janela da sala onde ela fica. O bairro Boa Vista é bem grande, numa região precária da cidade, e a julgar pela posição das casas, está crescendo morro acima. Há bastante vegetação. Essas barras são parte da janela, achei que seria interessante usá-las para dar moldura e dividir as áreas desenhadas.

Today I went to Barra Mansa city to take my girlfriend to work, and took my time to sketch part of the view from the room where she stays. Boa Vista neighbourhood is very big, in a poor part of the city, and we can suppose it's growing up the hill (this is what the houses seem to indicate, by their position). There are lots of green areas there. Those bars are nothing more than part of the window, that I thought would be interesting to frame the sketch.


sábado, 1 de abril de 2017

Português primeiro, English translation follows.

Essa semana foi das mais corridas! Aulas desde a manhã até bem tarde na maioria dos dias, mas no meio de tanta tormenta, deu pra sair pra tomar uma cerveja e comemorar o aniversário da minha amiga Vall, na quarta-feira. Fomos ao Barreto comer hambúrguer, e lá consegui sentar um pouco e desenhar dois casais que dividiam a mesma mesa. A mulher que eu pude retratar o rosto parecia aflita a maior parte do tempo, apesar do papo parecer bem animado e cheio de risadas.

This week was a rush! Classes from morning 'till late in the evening most days, but in the middle of the storm, I found some time to have a beer and celebrate my friend's birthday, Vall, on Wednesday. We went to Barreto to have some burgers, and I could sit down and sketch two couples that were sharing a table. The woman whose face I could see seemed worried most of the time, though the conversation seemed lively and cheerful.



Sexta de manhã resolvi parar um pouco e olhar ao redor de um lugar aonde costumo ir somente para correr. Itapoã, nome do club na minha cidade, tem bastante área verde, e particularmente me sinto bem lá, apesar de que os fins de semana no verão costumam ser lotados. Quando já havia começado o desenho, um casal de conhecidos passou caminhando, e resolvi capturar essa "impressão" no desenho também, mesmo passando por cima de coisas já feitas.

On Friday morning, I took some time to stop and watch a place I usually pass by running. Itapoã, a club in my town, has lots of green areas, and I particylarly feel very comfortable there, though some summer weekends are very busy. When I'd already started, a couple of acquaitances passed by, and I decided to capture such 'impression' in the sketch too, even drawing over some lines I'd done.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Praça Alexandre de Gusmão (Square)

Mais uma de São Paulo, dessa vez numa praça atrás do prédio onde fiquei. Acho que pra terceira aquarela, não está muito ruim... a ideia é voltar lá no futuro, e fazer um outro desenho pra ver minha evolução nos desenhos =)

Another one from São Paulo, this time in a square behind the building I was staying. I think it's OK, for a third watercolour drawing... the idea is to go back there in the future, and sketch it again to check my drawing evolution =)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

I'm back in black!

Após um bom tempo sem postar, resolvi reativar meu blog, e vou mexendo nele aos poucos. Aos que aqui vierem, esperem encontrar breves reflexões, e em sua maioria, desenhos que tenho feito desde que encontrei o site (e comprei o livro) dos Urban Sketchers ( http://www.urbansketchers.org ), algo que fez reviver minha paixão por desenhar, mas dessa vez, com um tom mais sério. Como pretendo divulgar também no site citado, meus posts serão, em geral, bilingues. Espero ter boas trocas de ideias por aqui novamente! ;)

After some time without posting, I decided to start doing it again, little by little. The ones who visit this blog may find here some brief reflexions, and more than this, some sketches I've made after discovering the Urban Sketchers website ( http://www.urbansketchers.org ), which made me feel like start drawing again (but this time, more seriously). As I intend to show my drawings on this website, my posts will be, in general, bilingual. Hope to have some good exchanges here again! ;)

Rodrigo Santos.



Essa pedra fica na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, em São Paulo, Liberdade. Foi minha segunda aquarela, um dos meus desenhos favoritos. Ah sim, no dia estava ventando pra diabo!

This stone is at Brazilian Society of Japanese Culture, in Liberdade neighbourhood, São Paulo city (Brazil). It was my second watercolour sketch, and one of my favourite ones. Oh yeah, it was windy as hell on that day!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano Novo...


Incrível como todo ano é a mesma coisa. Todo mundo planejando o ano seguinte, agradecendo por algumas coisas, pedindo outras que ainda estão por vir... também faço isso, claro! Mas essa coisa de “ano que vem vou ser/fazer/estar assim” é como a dieta que “começa na segunda-feira”. Particularmente, já comecei a adiantar algumas mudanças que quero para minha vida. Mas, fazendo uma breve retrospectiva, posso colocar abaixo alguns pensamentos que têm me ajudado, de uma forma ou de outra:

- Ter humildade e pedir desculpas não mata ninguém. Pelo contrário, pode te aproximar novamente de pessoas valiosas!

- Devemos buscar conhecer nossos limites e o quanto estamos dispostos a nos sacrificar por determinados planos e causas em nossas vidas. Mais que isso, saber como poderemos suportar a situação se as coisas derem errado;

- Vence aquele que persiste, não aquele que tem talento. Disciplina e autocrítica são mais importantes do que se imagina, além da capacidade de aprender com o erro;

- Espere menos das pessoas e das situações. Prefira surpreender-se a decepcionar-se. Muitas vezes, o problema não é tanto da coisa, mas sim da forma como olhamos para a coisa!

- Prefira ter poucos amigos a ter muitos colegas. São eles quem vão te dar todo o apoio e calor humano quando lhe for necessário ;

- Gratidão é uma virtude. Seja com seus pais, amigos ou pessoas que lhe deram pequenas ajudas, mas que foram de valor no decorrer de sua jornada, não esqueça do que fizeram por você;

- Lembre-se sempre de que seu sucesso depende de 1% de inspiração e 99% de transpiração. Esforce-se sempre e não descanse em batalha, para não deixar crescerem as ervas daninhas no espírito. Lembre-se de que quanto mais suar no treino, menos sangrará na luta!

A todos os que passarem por aqui, desejo um excelente 2011. Que ao menos uma dessas ideias lhes possa ser de valor, pois para mim realmente estão sendo! E como eu costumava dizer em época de fotolog: I LOVE YOU ALL!!!

sábado, 6 de novembro de 2010

Breve Ensaio sobre a Solidão


Sexta-feira, dia 05 de novembro de 2010. Passei o dia calado por conta de uma faringite, apesar de medicado. Evitar forçar a voz. Logo começou a vir a febre, dor no corpo e indisposição para quase qualquer coisa. Após um restaurador cochilo, entretanto, animei-me a pegar um livro para ler. Chama-se ‘Ensaios Sobre o Amor e a Solidão’, do psicoterapeuta Flávio Gikovate. Não é um livro técnico de Psicologia; ao contrário, tem uma escrita bastante informal, mas que nos faz refletir sobre muita coisa. Li justamente o ensaio sobre a solidão. Algo do que vou falar aqui mistura minhas ideias às do próprio Gikovate, que achei sem dúvida valiosas!
A começar pela própria palavra solidão, que tanta gente vê com maus olhos. Pensa-se em derrota, abandono, desamparo... será que é realmente assim? Tomada em outro sentido, ela não quer dizer exatamente ficar sozinho, mas buscar sua própria individualidade, sua própria individuação. Enquanto Tom Jobim dizia ser “impossível ser feliz sozinho”, aqui eu encontro ressonância para a ideia de que ser feliz sozinho é fundamental, e não impossível. Há pessoas que relutam em olhar para dentro, até porque encontram em si um bocado de coisas que não estão preparadas ainda para encarar de frente. Tudo bem, o processo de encarar-se a si mesmo (se me permitem o pleonasmo) é demorado, doloroso. Mas a partir do momento em que reconheço o que é meu, consigo discernir o que é do outro. Não tem nada a ver com a busca da perfeição, mas com a aceitação dos próprios defeitos para poder lidar com eles. Compreender nossos erros, pontos cegos, onde falhamos, pois isso nos torna mais humanos e permite que tenhamos mais compaixão com o próximo e seus defeitos. As relações mudam: aceitamos opiniões contrárias às nossas, aprendemos a ser mais tolerantes, sem necessariamente dever esperar que os outros também se tornem. Entendemos que num relacionamento amoroso, ninguém muda ninguém. As pessoas podem mudar, certamente. Já vi casos de pessoas que mudaram da água para o vinho em um relacionamento, mas voltaram do vinho para a água quando este chegou ao fim. Será que isso é uma mudança legítima, de dentro? Relacionamentos devem ser construídos valorizando os traços em comum, e compreendendo as diferenças e necessidades da(o) parceira(o); aceitando que assim é a vida, não somos 100% iguais e não cabe a nós julgar o outro pelos seus defeitos. Isso também nos dá liberdade para ser quem somos, livres de julgamento vindo de fora, independente de quem seja. Como há pouco argumentou uma querida amiga, a prática é bastante difícil. Mas creio que aos poucos isso pode ser feito, nosso espaço ser conquistado, mesmo que a passos de tartaruga. Deixamos de depender dos outros para nos tornar independentes. E a independência, na minha opinião, é o que mais possibilita o Amor, em qualquer de suas formas.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Das batalhas não travadas pelos cavaleiros medievais

Estava pensando um pouco sobre um trecho que li em algum livro, sobre os cavaleiros medievais. Não lembro a fonte com precisão, mas a ideia ficou bem marcada na minha cabeça: eles sempre carregavam em seus corações o amor por uma mulher, preferencialmente alguém notável em sua sociedade, e a quem dedicavam suas vitórias; era sua musa inspiradora. Seria maravilhoso, se não fosse por um detalhe: normalmente, eles mal se conheciam! Amor ideal, platônico... e não ia além. Será que a própria donzela sabia que seu nome era motivo de inspiração em batalhas?
Bem, já vi casos que acho ainda mais interessantes: situações em que as pessoas se conhecem, se envolvem, mas ainda assim não saem do mundo das ideias. Não conhecem verdadeiramente e a fundo aquela pessoa com quem se relacionam, e se prendem aos próprios conceitos de quem seu/sua companheiro/a é. Talvez seja esse um dos motivos que mais empobrecem os relacionamentos. Porque é muito gostosa a parte da sedução, no início da coisa toda. Percebemos como aquela pessoa é por fora: suas belezas e pontos fortes, o jeito de se vestir, de andar, gesticular... bem, a imagem costuma ser a primeira coisa que captamos dos outros, não é? Depois vêm os primeiros contatos, as primeiras conversas, sobre os mais variados gostos, aquela coisinha deliciosa de ir descobrindo como ele ou ela pensa, seus gostos principais, o que curte fazer num sábado à noite, seus filmes favoritos, quais mp3s rolam no seu Windows Media Player, que livros repousam em sua estante, que pensamentos perambulam na sua cabeça? A lista é imensa! Mas até aqui, a coisa flui, e normalmente até que flui muito bem, quando os dois se “encaixam”.
A terceira parte é que é o bicho! É aquilo que normalmente só vem com a convivência. É saber lidar com as brigas, com as caras emburradas e feias (as famosas trombas!), choros motivados ou não, ou a implicância com alguma situação ou mesmo pessoa. Saber como encarar as diferenças e aceitar os pontos divergentes, e ainda assim demonstrar carinho incondicional. Conseguir superar os defeitos, aquilo que mais perturba e nos tira do sério, porque tudo isso “vem no pacote”, não podemos deixar de fora. Mas isso tem que ser dos dois lados, pois não podemos nos perder de quem somos em uma relação. Aliás, atualmente penso que prejudicamos as relações por nos perdermos de nós mesmos, mais que outra coisa. Só podemos realmente dar algo de valor a alguém se tivermos isso dentro de nós, se amarmos a nós mesmos antes de tudo!
Será por isso que atualmente muitas pessoas estão cada vez mais fugindo dos relacionamentos? Será por isso que elas se afastam e evitam os outros, ou embarcam na onda de “praticar o desapego”, só para não precisarem passar da superfície e encarar de frente o que se esconde além dela? É, relacionamento é complicado mesmo! Mas desistir não é a melhor solução, certamente. O melhor é cuidar de si mesmo, para ter o que dar quando encontrar outra pessoa disposta a tal, com valores parecidos. E quanto a nosso cavaleiro medieval, do começo do texto? Ainda creio que teria sido muito melhor comemorar suas vitórias convidando aquela linda donzela para um jantar a dois, um vinho suave, a luz da lua, as doces melodias do alaúde de um menestrel...